[Resenha] Houshin Engi – Nesta luta levarei sua alma

Sem Título-1

Houshin Engi, também conhecido como Soul Hunter, foi publicado por Ryu Fujisaki de 1996 a 2000 e é uma das joias da Shonen Jump dos anos 90, porém não é tão lembrado quanto deveria devido às outras grandes séries que existiram durante a sua publicação, muitas delas com adaptações para anime que tiveram mais sucesso.

O povo sofre, o governo vai de mal a pior, o imperador está sem reação... E a responsável é esta mulher.

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Para uma nova era

A história se passa aproximadamente em 1045 a.C., quando a dinastia Yin governava a China. Os sennins, pessoas de grande longevidade e espiritualidade elevada, vivem distantes dos homens comuns, mas alguns gostam de observar e interagir com os humanos. O exemplo mais notável é Dakki, uma sennin que usou seus grandes poderes para se casar e dominar mentalmente o imperador Chu-ou, tornando-se na prática a grande soberana da China. Dakki é cruel e não exita em torturar e matar cidadãos comuns para se distrair, sendo que o imperador nada faz para impedi-la.
Nas montanhas Kongrong, lar de vários sennins, o velho sábio Genshitenson decide que a interferência dos sennins entre os humanos é errada e convoca o seu discípulo Taikoubou para mudar a situação. Taikoubou recebe uma lista com o nome de 365 sennins que devem ser mortos. Quando um desses sennins morrer, sua alma será selada no Houshindai, um lugar construído especialmente para esse propósito. Quando essas 365 almas forem seladas, a China estará pronta para o início de uma nova dinastia. Mas Taikoubou prefere fazer as coisas do seu jeito, pois acha que não é necessário enfrentar muitos sennins além da própria Dakki.
A história de Houshin Engi é baseada no romance chinês Fengshen Yanyi, do século 16, que conta de maneira fantasiosa o fim da dinastia Yin. Mesmo assim, não é nem um pouco necessário conhecer a história verdadeira ou o romance para ter uma boa leitura com Houshin Engi.

O traço de Houshin Engi: facilmente reconhecível

O traço de Houshin Engi: facilmente reconhecível

Roteiro e traço
A leitura de Houshin Engi é bastante divertida. No começo, a obra é pouco mais do que um mangá de ação comum, mas evolui muito depois que Taikoubou e seus aliados passam a enfrentar sennins importantes. A partir de então, a qualidade do roteiro vai aumentando exponencialmente, culminando num arco final cheio de surpresas que embasbacariam qualquer leitor.
O desenho de Houshin Engi é bastante distinto, com muitos traços retos. Os olhos dos personagens são bem grandes e expressivos. As roupas são cheias de itens e os sapatos são quase sempre longos, com uma aparência cômica. Ryu Fujisaki consegue fazer tudo parecer antigo ao adicionar talhos e rachaduras a vários objetos.
Houshin Engi é repleto de personagens cativantes e combates criativos. Obrigatório para quem gosta de finais surpreendentes, mas nem por isso deve ser lido com pressa, ou corre-se o risco de não saborear apropriadamente o desenvolvimento da história.

Para as telas de TV e mais
Houshin Engi foi adaptado para anime com o título “Senkaiden Houshin Engi”. As alterações feitas na história dividiram os fãs. Com apenas 26 episódios, o anime falhou em conseguir a popularidade que outros animes baseados em mangás da Shonen Jump tiveram na mesma época.
De 2005 a 2006, apenas cinco anos depois do fim do mangá, foi publicada a versão kanzenban do mangá, luxo dado apenas a séries de grande sucesso como Dragon Ball, Yu Yu Hakusho e Rurouni Kenshin. Algumas ilustrações da série podem ser vistas no artbook de Ryu Fujisaki chamado Putitakityu, e uma história alternativa de um capítulo foi publicada num volume intitulado “Dramatic Irony”. Videogames da série foram lançados no Japão para Game Boy Color, Wonderswan e Playstation, e todos levaram o nome do anime, mesmo os que seguiam a história do mangá.
No Brasil, o anime Senkaiden Houshin Engi foi exibido na Locomotion e no Animax com o nome “Soul Hunter”, e com os mesmos nomes de personagens alterados da dublagem em espanhol da América Latina. O mangá ainda não foi publicado por aqui, mas vale lembrar que, em termos de mangás de animes exibidos na Locomotion, a Editora Jbc publicou Saber Marionette J e vai publicar Burn-Up: Excess & W no ano que vem. Talvez um dia a editora um dia resolva se aventurar pelos 23 volumes da série e os brasileiros possam finalmente ler as verdadeiras aventuras de Taikoubou e seus amigos em português.

Houshin Engi tem um caubói chinês que usa sabres de luz. Já está convencido a ler?

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