[Resenha] Sangue Quente – Uma nova roupagem para os zumbis

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Você lembra daquela piadinha que surgiu na internet tempos atrás sobre um filme que faria com os zumbis o que Crepúsculo fez com os vampiros? Então, Sangue Quente, de Isaac Marion, é o livro que deu origem ao filme e não, a história (pelo menos no livro) não é um Crepúsculo de zumbi.

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Bem que essa poderia ser a capa do livro por aqui.

Sangue Quente conta a história de R, um zumbi que vive em um aeroporto habitado somente por outros zumbis e não lembra de nada de sua vida, nem mesmo seu nome, mas acha eu começava com a letra R. Sua vida se resume em se arrastar por ai, grunhir, tentar conversar com outros zumbis e não conseguir, se alimentar de humanos e grunhir mais um pouco. A “vida” dos zumbis é com certeza algo incrivelmente tedioso, o único prazer que eles têm é comer cérebros humanos.  Os zumbis de Sangue Quente conseguem ver flashes da memória da pessoa cujo cérebro estão comendo. E é em uma dessas “buscas pela vida” que R, após comer o cérebro de um garoto, vê Julie, a namorada muito presente nas memoras do seu jantar ali, acuada em um canto, e sente uma sensação totalmente estranha.

R decide fugir com a garota dali e leva para o aeroporto onde mora para escondê-la dos zumbis fuck logic. Nem R e nem a garota entenderam direito o que havia acontecido. R havia se sentido de uma forma que em toda sua vida de comedor de cérebros humanos não havia sentido, aquilo seria um vestígio de vida dentro de seu corpo?

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“Comer uns cérebros, ouvir Frank Sinatra e tal”

Para mim, uma das coisas mais interessantes de Sangue Quente foi o “novo tipo” de zumbi criado por Isaac. Assim como em muitas outras obras que envolvem os seres de carne podre, em Sangue Quente a causa do surgimento dos mesmos não é revelada e nem mesmo os personagens da história tem conhecimento sobre o que causou o apocalipse zumbi. Mesmo assim, diferentemente de muitas obras, o surgimento desses zumbis não parece ter sido proveniente de vírus ou experiências.  Os zumbis parecem ter uma doença degenerativa que vai consumindo aos poucos a sanidade e a humanidade dos transformados. R é a prova viva (?) disso.

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R não tem esse visual no livro. No livro ele parece ser mais velho e usa uma camisa social e gravata, mas eles precisavam que a garotada se identificasse com o zumbi (afinal, qual a diferença entre um zumbi e um jovem de hoje em dia?).

A história de Sangue Quente se passa na mente de R na maior parte do tempo, o que cria momentos de reflexão sobre a vida, sobre o amor e sobre a humanidade. Cria também momentos de hilários onde R descreve o comportamento dos outros Zumbis.

Apesar de em alguns momentos a história ter uns elementos BEM viajados (por exemplo: casamento de zumbis), ela diverte bastante, mesmo aqueles que não procuram algo como Crepúsculo.

Como eu disse no  começo do post, Sangue Quente já teve sua adaptação para o cinema anunciada há tempos e há algum tempinho também o trailer do filme foi liberado e… Bom, veja você mesmo.

Vendo o trailer, posso dizer que o humor presente no livro foi mantido no filme, talvez eles até tenham exagerado um pouco, mas provavelmente é coisa da minha cabeça.  Sendo bem sincero, achei a cena em que R reconhece Julie bem exagerada em comparação a como acontece no livro. Enfim, dá pra ter uma boa ideia sobre como vai ser o filme, mas não sei se recomendo que vejam ou não, porque a adaptação do título americano Warm Bodies, que literalmente seria Corpos Quentes, foi Meu Namorado É Um ZumbiSem querer dar spoilers, mas: QUE NAMORADO??? Com esse título dá pra ter entender que tipo de público eles querer atrair com o filme e é óbvio que tipo de público eles irão afastar também. Mas sério, por que não Sangue Quente? A obra já é mal vista por ser comparada com Crepúsculo, mas precisava esculachar?

Outra coisa é que a editora Leya poderia estar aproveitando a estreia do filme para promover seu livro, mas até agora não vi absolutamente nenhuma propaganda feita pela editora.

Concluindo, recomendo o livro Sangue Quente para aqueles que gostem de histórias de romance, de história de zumbis ou para aqueles que simplesmente queiram ler algo com elementos bizarros.  Se você preferir ver o filme, já que ele estreia dia 1 de fevereiro, vá por sua própria conta e risco, assim como eu.

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